Os justos (Noé) - Serie de seis ministrações

by abril 20, 2018
"Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS." Ez 14:14
"Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam". Jr 15.1

O que é ser justo? Segundo o dicionário da língua portuguesa diz: "A pessoa que segue todas as leis e regras postas para ele". A palavra tem origem no latim, da palavra “justus” que significa 'aquele que é conforme a justiça'. Mas, na bíblia temos outra palavra, agora no hebraico para justo. A palavra “tsadik” (santo) tem a sua raiz na palavra tzedek que significa justiça e integridade, ela também pode ser derivada da palavra tzedakah caridoso ou retidão.
Mas, o que poderia ser santo? Ou viver uma vida de retidão, sem infringir nenhuma lei? Na bíblia existem duas passagens, que mostram cinco pessoas que podemos considerar “tsadikim” (justas ou santas). O assunto é longo demais para ser resumida em uma só ministração, assim, dividirei em alguns estudos, para melhor facilitar a compreensão dos textos sagrados que analisaremos (Ez 14.14 / Jr 15.1). 


1 – Noé, fiel em tempo de depravação.


         O primeiro personagem chama-se Noé (Noah), ele é a pessoa, que entre as historias dos 'dilúvios' existentes em todos os povos antigos, tornou-se uma figura ímpar, para que a sequência da vida humana, pudesse chegar até os dias de hoje. Mas, contentaremos com o nosso Noé e vamos analisar alguns pontos:
1 – Noé, era diferente desde o seu nascimento, em Genesis podemos perscrutar, que ele era afinal, o oitavo descendente de Sete, e que, era diferente dos demais, e que seus parentes almejam  sobre ele um grande livramento da situação depravada que a sociedade estava vivendo (Gn 5.29). Livros apócrifos, nos mostram e  defendem, a mesma  conotação no livro de Gênesis, nos dando a ênfase de que ele é, considerado uma tipologia do Messias que havia de vir.
        A situação desprezível da humanidade era grande, ao ponto de Deus querer destruir completamente toda a sua criação, por causa do homem que a contaminou. O capítulo seis de Genesis nos mostra a situação de toda a humanidade (Gn 6.1-7) e no meio de todo o caos existinte, havia um homem justo e santo. 2 – As características de Noé, o tornava diferente dos outros, em Gn 6.9 temos três características de como Noé seguia a sua vida: reto (representado nos textos originais como a palavra tsadik); Segunda característica de Noé era a sua perfeição, mas em que ele era perfeito? A palavra no hebraico e “tamiym” que significa:"correto ou aquele que esta de acordo com a verdade".
Noé tinha a ultima qualidade descrita no capítulo seis: “ele andava com Deus”, sim, em meio a um ambiente onde todos ao seu redor se esqueceram de Deus, ele estava firme ao lado do Senhor, seguindo o exemplo de Enos seu tataravô que foi o primeiro a invocar e adorar a Deus. Não poderia existir outra pessoa melhor que Noé para que a humanidade pudesse ter continuidade e assim, escapar  da ira de Deus para sua completa destruição.

Conclusão

Em meio a uma sociedade depravada completamente, cometendo os maiores absurdos e atos abomináveis para com Deus. Encontramos Noé, que viveu uma vida de retidão no meio de uma geração que foi condenada a completa condenação divina. O meio, não nos torna idênticos a ele, nós, mudamos o local em que vivemos e somos responsáveis para que ele seja como queremos.



Shalom Lekulam (Paz a todos). 

O que eu ganho com tanto trabalho?

by abril 17, 2018

“O que o homem ganha com todo o seu trabalho em que tanto se esforça debaixo do sol? Eclesiastes 1:2



Eclesiastes é o livro da conversa sincera, dos olhos nos olhos. O “Kohelet”, título hebraico da pessoa que faz os discursos, cria sua filosofia desconstruindo para reconstruir. Atenção! Você não deve se aproximar deste livro com ideias preconcebidas. Com o Eclesiastes é assim, você chega, se senta à mesa e espera até que ela esteja posta. A crueza do livro choca, e alguns até veem cinismo nele.
É certo que os primeiros discursos elencam todos os “negativos” da vida, de como as coisas são transitórias e efêmeras se comparadas à outra realidade além dos olhos. Porém os negativos não estão ali para chocar nem dar uma visão pessimista da vida. Eles nos ensinam.
O pregador nos diz que todo o nosso trabalho para pouco serve, é coisa transitória. Construímos uma casa, e logo ela começa a se deteriorar, e com isso vêm as constantes manutenções. Nada do que fazemos permanece.
Isso não é uma defesa da “inação”, existe uma teologia do trabalho que permeia a Bíblia e que vai influenciar o pensamento cristão, das manifestações pós-apostólicas ao início do capitalismo moderno e sua relação com a ética protestante.
Provérbios manda o preguiçoso ir ter umas aulas com a formiga (Provérbio 6:6) e Paulo diz aos tessalonicenses que quem não quer trabalhar deveria também não comer (2 Ts 3:10). Deus é apresentado trabalhando logo no início da  sua obra, e Jesus afirmou que assim como Deus, Ele também trabalhava (João 5:17). É verdade que certa teologia viu no trabalho uma maldição por causa da queda, mas o problema veio do incremento de dificuldade e não do trabalho em si.
De todo modo, mesmo reconhecendo o valor do trabalho, devemos aprender com o Kohelet que ele, assim como as outras coisas de nossa vida terrena, produz resultados transitórios.  O princípio aí é o de evitar uma visão exagerada do trabalho. Fazer dele o fim (quando é um meio) de nossa vida. Workaholics, as pessoas viciadas em trabalho, nem sempre aproveitam seus frutos. O excesso de trabalho, ou o excesso de preocupação com ele, produz mais frutos negativos que positivos (Ecl 2:23).
O importante é que tenhamos uma relação saudável com o trabalho, pensando sempre que ele deve ocupar seu tempo apropriado na nossa vida. Pois muito do desejo relacionado às realizações vêm de um sentimento de “ansiedade pela eternidade” (Ecl 3:11). Por isso muitos empreenderam obras pensando na sua permanência. Algumas realmente sobrevivem muitas gerações, mas mesmo esses encontrarão seu “ocaso”.
Você deve encarar o trabalho pelo que ele é. E em lugar de “maldição”, o trabalho passa a ser visto como um presente!
Afinal de contas, tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10:31). 
Não é o que eu ganho, mas o que eu não perco no processo!
 “Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus”. Eclesiastes 3:13.

Eu Tenho a Força?

by abril 12, 2018

"Tudo posso [em Cristo] naquele que me fortalece".
                                                        Filipenses 4:13

Texto muito conhecido...Fora do seu contexto. Citado assim, solto, dá uma ideia de poder, quase como se fosse um amuleto, uma frase mágica que pode te transformar em...

Sintoma de uma época em que vale mais o discurso de uma fé ufanista que as ações derivadas da fé sincera. Entretanto basta uma olhada no versículo anterior para desfazer o erro: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação”.  Esse é um segredo importante para uma vida, em todos os sentidos, saudável. E um princípio cristão inegociável, praticado durante os últimos dois milênios por todos aqueles que foram tocados pela verdadeira paz que “excede todo entendimento” (v. 7).

Isso não é estoicismo. Nada de indiferença filosófica. É o fruto de uma fé madura. Não é tornar-se um tipo de robô incapaz de sentir. Não é ser “forte” no sentido de reprimir a todo custo nossos sentimentos. Pelo contrário, até o Mestre chorou (Jo 11:35)!

É conhecimento e é mais que conhecimento! Todo ensino passa pelo intelecto, mas ele precisa frutificar, ser incorporado ao nosso ser de tal modo que passe a ser parte da nossa natureza. Paulo chama isso de ter a “mente de Cristo”(1 Co 2:16). Isso se dá por meio da prática (Fp 4:9).   Paulo não era indiferente ou insensível, ele sentia as dores como todos nós, mas sabia que por meio de tudo isso ele era conduzido a algo melhor.

É uma grande ajuda, quando você passa por dificuldades, saber o seu objetivo. Quando isso acontece, as coisas não parecem mais tão assustadoras e você consegue ver os raios de sol num dia nublado.

E existe um “lado b” nessa fita (80’s), o texto reconhece que mesmo coisas aparentemente boas podem produzir resultados ruins. Vivemos um tempo de abundância (apesar das crises), se comparado a épocas passadas, e nossa geração é uma das mais iludidas com todas essas coisas que são apenas temporárias. “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação”, ensina o apóstolo!

Paulo já aprendera (2ª Co 12:09) que o poder de Deus se manifesta na fraqueza humana. Com isso em mente, podemos entender o texto como “eu tudo posso suportar, mesmo as coisas boas, em Cristo que me fortalece”. Esse é um contentamento que independe das circunstâncias exteriores.

Que tal praticar um pouco desse contentamento com tudo o que você tem HOJE?


Essa é a fortaleza inabalável de quem é fortalecido por Cristo!

Rótulos

by abril 10, 2018

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". 2ª Coríntios 5:17 (Almeida Corrigida e Revisada)
Se existe uma coisa complicada nessa vida é livrar-se dos rótulos. As pessoas são, em geral, deterministas. Se você reagiu de um modo em certa ocasião, as pessoas acham que vai continuar agindo da mesma forma em todas as ocasiões. Você certamente já ouviu alguém dizer fez isso e agora quer dar uma de santo, como se alguém não pudesse se arrepender e começar a fazer as coisas certas.
Se isso é ruim, muito pior é quando a pessoa se convence de que os rótulos são mesmo dela, como se eles fizessem parte da sua natureza e fosse impossível removê-los. Isso é bem comum, muitos de nós já se sentiram gravitando ao redor de um desses rótulos, abominando-o e sentindo-se incapaz de se desfazer dele. Uma amarra psicológica! Mas uma coisa são os comportamentos de uma pessoa, outra bem diferente é a pessoa em si.
É um tema central da vida cristã que em Cristo somos novas criaturas. O que fomos não importa mais, agora somos vistos pelo que Ele fez em nós. Isso não significa que não vamos ser tentados por comportamentos enraizados em nossos costumes, por padrões ancorados na nossa mente. O que não devemos é aceitar esses rótulos como parte de nós. “Tudo se fez novo” e é necessário que andemos “em novidade de vida” (Romanos 6:4).
Você não deve carregar todos esses rótulos. Você também não deve utilizar esses rótulos como desculpa para não mudar. Não diga “eu sou assim mesmo” ou “eu não posso mudar o que sou”, pois em Cristo você já é uma pessoa renovada. Você não é “duro”, “iracunda”, “obstinado”, “fácil”, “mentirosa”, “falso”...
Do mesmo modo, você precisa se esforçar para não ver as pessoas por esses rótulos, “a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano” (2ª Coríntios 5:16). Essa é a ideia por trás do “não julgueis”, pois em Cristo não existem mais estereótipos, Ele é tudo em todos (Colossenses 3:11). Os comportamentos devem ser vistos, e combatidos, se for o caso, pelo que eles são, comportamentos. Comportamento não é personalidade, é ação e escolha. As pessoas precisam entender que elas não são predestinadas a agir de certo modo, mesmo que elas sintam vontade de agir assim.
Jacó recebeu seu rótulo (Gênesis 25:26) no nascimento, “aquele que segura pelo calcanhar”. E seu nome soa, em hebraico, muito parecido com “enganador”. Imagine o que significava carregar um rótulo desses? E esse rótulo acabou por influenciar boa parte da vida adulta desse patriarca. Se ele era o “enganador”, por que agiria de outro modo? Mas ele teve um encontro com Deus (Gênesis 35:10), e “tudo se fez novo”, a começar pelo seu nome.
Deus nos promete um novo nome (Apocalipse 2:17), um nome que realmente seja parte de nós no lugar dos nomes que temos hoje ou dos rótulos que vamos recebendo durante a vida.
Não carregue cargas que não precisa, nem as coloque sobre os ombros dos outros.
Somos novas criaturas, os rótulos, novos e velhos, já passaram!


Texto originalmente publicado em:
http://isaiasoliveira.blogspot.com

Cristianismo, Cultura e Ideologia.

by abril 09, 2018


Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”. Colossenses 2:8

O Cristianismo é uma fé para todos os seres humanos (Gl 3:28), independente de qualquer “qualidade de distinção” natural (sexo, cor) ou “artificial” (nacionalidade, religião, ideologia).

Ninguém precisa abandonar sua cultura para se tornar cristão. E por “cultura” dizemos aqueles traços distintivos de um povo, suas cores sociais, que não sejam claramente práticas pecaminosas, a exemplo do canibalismo ou da prática do infanticídio.

O Cristianismo não se confunde com ideologias particulares. Entendendo aqui ideologia no seu sentido amplo de conjunto de ideias ou visões de mundo que influenciam ordenamentos sociais e posições políticas. Devido à mal compreendida maleabilidade do Cristianismo, houve vários momentos históricos em que elementos culturais ou ideológicos passaram a fazer parte de determinada vertente cristã. Quando essa mistura se torna uma tradição, os fiéis dessas vertentes passam a acreditar que ser cristão implica ter as leituras de realidade e discursos próprios dessas versões do Cristianismo. Desse modo, ser cristão, nessa visão, passa a ser um distintivo cultural que assume força de ideologia quando é exportada para outras nações. Isso não significa, necessariamente, um desvio doutrinário ou heresia.

O cristianismo é universal, mas é também local. É importante que ele assuma as cores locais, mas não deve perder sua universalidade ou se tornar parte de uma corrente ideológica que vai ser exportada para outros povos.

A cultura é tradição, o Cristianismo também possui uma linha de tradição que remete aos primeiros ensinos de Cristo. Entretanto cabe uma distinção, ele possui uma tradição, mas não é apenas uma tradição. Tradição é andar pelos mesmos caminhos antigos, cristianismo é novidade de vida (Rm 6:4).

A mesma distinção pode ser feita com relação às ideologias. Muita gente vê pontos de contato entre sua ideologia e os ensinos do Novo Testamento. A partir disso racionaliza de modo a confundir os dois. Outro modo é pela via da cultura. Não é segredo que recebemos um grande afluxo missionário vindo da América do Norte e isso foi uma benção para nós. Mas pelo caminho aberto pelos missionários vieram também teologias com uma carga cultural e ideológica nem sempre fácil de identificar. Com isso passamos a defender as mesmas bandeiras que eles e a ter a mesma visão da realidade. Quando isso está pautado numa realidade bíblica, não há problema, porém nem sempre está.

É verdade que temos que ser sal da Terra e luz do mundo (Mt 5:13-14), mas também é verdade que “esperamos novos céus e nova Terra, onde habita a justiça” (2Pe 3:13). Tanto a tradição quanto a ideologia pensam num mundo melhor, uma pelo que foi e a outra pelo que deve ser. No cristianismo o mundo ideal vem, e vem por meio de “Quem”, do próprio Cristo. Não por esforços humanos. Os dois primeiros são mundos do discurso, o último é da fé.

A realidade de Paulo também era assim, tanto que ele escreveu: “Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes” (Cl 2:4).

As palavras podem ser bonitas e ter toda aparência de sabedoria, mas apenas em Cristo “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:03).

Mantemos nossa cultura, e nos apegamos às nossas ideologias, mas com a consciência de que elas são temporais e sem confundi-las com a essência da nossa fé. Isso nos fará menos sensíveis às variações do mundo e mais às riquezas da nossa fé, uma só fé!

O sal

by março 26, 2018

"Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, com o que se há de temperar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. " Mt 5.13

    Conversando com um grande amigo me chamou atenção a seguinte pergunta que ele me fez: Sabes como saber que o sal perdeu o seu valor? Ele não perde a sua cor, não perde a sua consistência, não perde a sua forma a não ser o seu sabor (sua característica básica). Para que serve o sal? A resposta é simples para dar sabor aos alimentos, para conservar a carne em boas condições para uso. Mas o que acontece quando o sal perde o seu sabor? Como sabermos quando ele não presta? Quando ele perde o seu sabor e a sua função de salgar? Apenas provando dele sabemos que ele não serve mais para nada.
      Jesus comparou a igreja com o sal (Mt 5.13), assim, nos deixou a nossa importância nesta terra fomos criados para ser o diferencial ser o que o mundo não tem, o sabor que fora perdido lá no Éden com a queda do homem. A nossa sociedade caminha em passos largas para uma segunda depravação total de atos pecaminosos. Ao lermos os noticiários e acompanhando em nossas redes sociais e comum termos notícias de desgraças e mortes cada uma pior do que a outra. Jesus disse: "E quando vier o filho do Homem encontrará fé na terra? (Lc 18.8). Essa é a pergunta que mexe nos corações daqueles que amam a Deus verdadeiramente. Somos poucos dentro de um mundo corrupto e perdido, onde nossas ações para salgar incomoda a todas as classes. O mundo perdeu o seu sabor, a sociedade prefere as suas condições de miséria do que ouvir o que o sal tem para ela.
      O sal (igreja) está perdendo o sabor  cada dia que passa estamos, mais preocupados com a nossa vida social e o nosso status quo dentro do convívio da igreja que cumprir a nossa missão. O sal está perecendo aos poucos o sabor está se perdendo não é por falta de quantidade de sal (pessoas), mas, pela qualidade que ele está tendo.
      Mas, voltemos a pergunta original. "Como conhecer que o sal perde a sua função?"1 - Deixamos de ser sal. Quando a missão não é cumprida, quando passamos a ser um clube social, quando perdemos a santidade, quando perdemos o amor pelas pessoas perdidas e não levamos a palavra de Deus aos moribundos. 2 - Deixamos de ser sal. Quando queremos sempre os cargos mas, não queremos pagar o preço ou fazer aquilo que o cargo nos exige que façamos. Somos levados a ser a diferença, mas deixamos de ser sal quando agimos da mesma forma ou pior que o mundo. 3 - Perdemos a nossa função de sal. Quando deixamos de ter o nosso caráter espiritual a viver de forma santa e irrepreensível. Estamos em tempo de apostasia espiritual muito grande, talvez, nunca ouve na história da igreja uma tamanha onda de apóstatas que vem prejudicando a muitos irmãos na fé.
      Ora voltemos ao evangelho simples e puro a um amor não fingido. João em sua carta de Apocalipse nos deixa claro: "Lembra-te de onde caistes...". Onde nós caímos? Onde nós erramos? Onde a nossa geração falho com Deus? Voltemos ao evangelho, pratiquemos aquilo que Cristo deixou para nós cumprirmos e realizarmos nessa terra.

Participação de Johnata Gabriel.

Shalom Lekulam.

Arrependei-vos e crede no Evangelho

by março 02, 2018
É com muita alegria e satisfação no meu coração que hoje posto uma publicação de um dos maiores líderes evangélicos do Brasil. O querido e saudoso Pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos

"E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.". Marcos 1.15

Arrependimento, eis a mensagem mais antiga de Deus ao homem. Fé, eis a maior base de esperança e o maior poder aquisitivo, invisível, de que o homem pode lançar mãos em seu favor a qualquer hora e em todo tempo.
O arrependimento foi a mensagem dos profetas a Israel, desde Moisés a João Batista.
Entretanto, a fé é algo estranho à vida espiritual do povo durante a disposição da lei.
Em tal dispensação a ordem não era fé e sim as obras - «faz isto e viverás» - e nisto vai grande diferença entre as dispensações da lei e da graça!
Jesus, a luz da dispensação da graça, ao vir ao mundo, ensinou aos homens a vontade de Deus; não fez qualquer alusão à necessidade de Seus seguidores submeterem-se a observância da lei, pelo contrário, declarou-lhes que a veio cumprir em lugar deles (Mateus 5.17, 18).
Diante disto, ao iniciar a sua pregação, não teve que se preocupar com Moisés, nem os mandamentos da lei, nem com quaisquer leis, mas simplesmente começou por estatuir: «Arrependei-vos e crede no evangelho» (Marcos 1.15).
Que é o evangelho? Não é o estrondo de trovões e o fuzilar de relâmpagos do Sinai (Hebreus 12.18-21), não é a maldição fulminantes sobre aquele que não cumpriu suas prescrições (Deuteronômio 27.26). Graças a Deus que o Evangelho não é estas coisas tétricas!
Evangelho é a boa nova da parte de Deus ao homem de que há perdão para todo o que crê (Atos 10.43), é a boa nova de que há salvação gratuita para todo o que crê (Atos 16.30, 31), é a boa nova de que há o céu e toda a sua eterna glória, e eterna felicidade para todo o que crê (Colossenses 1.3-8; Apocalipse 21.1-7).
Sim, sem fé é impossível agradar a Deus» (Hebreus 11.6), mesmo que nos submetamos a qualquer lei ou a todas as leis! Mas, «agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, corroborada pelo testemunho da própria lei e dos profetas, a saber, a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que crêem (Romanos 3.21,22)

*Publicado originalmente no Mensageiro da Paz no ano de 1965. - Casa Publicadora da Assembléia de Deus. 
Em breve mais novidades do querido, amado e saudoso
Pastor Alcebíades Vasconcelos.

Estou vivo

by fevereiro 23, 2018
"E o que vive; fui morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno". (Ap 1.18)
   Conforme o costume da época, ao cair uma cidade sitiada, o vencedor recebia as chaves, emblema da sua autoridade e poderio sobre a mesma. A Jesus Cristo foram entregues as chaves da morte e do Hades, emblema da vitória sobre esses dois inimigos vencidos. Brevemente, vem o tempo em que, à ordem de sua boca, sairão todos os mortos que estão nos sepulcros, "os que fizeram o bem para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29; Rm 14.9). A morte exerce horrenda soberania, trancando e segurando irresistivelmente as míriades de seres humanos que têm caído sob a sua regência. A superfície de toda a terra está contaminada por seu domínio; espalhados sobre todas as planícies, nos altos de todos os montes e no fundo de todos os mares, se encontram os ossos de suas vítimas. Foi para aí que Cristo desceu, mas não ficou como os demais que morreram, porque venceu o dono, destrancou a porta e saiu (ALELUIA). Mesmo antes da sua morte, o Filho de Deus havia destrancado a porta e tirado a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, e Lázaro, o irmão de Maria e Marta. Não existe poder que Ele não possa vencer para libertar um filho de Deus, nem inferno tão profundo que não possa trancar os inimigos de Deus.

A certeza da salvação

by fevereiro 23, 2018




Como é que os cristãos podem ter certeza de que Cristo realmente os salvou e de que eles estão andando em comunhão diária com Ele? João propõe uma lista de perguntas para ajudar-nos a determinar tanto a nossa filiação como o nosso grau de comunhão [com Cristo].
A. Eu conduzo minha vida aqui na terra com o arrebatamento em vista? (1 Jo 3.3).
B. Eu vivo continuamente no pecado?  (1 Jo 3.6,9; 5.18).
  Esses versículos não ensinam a perfeição impecável. Os verbos gregos estão todos no presente, referindo-se à prática constante do pecado. Portanto, embora os cristãos não sejam impecáveis, João afirma que eles deveriam pecar menos.
C. Eu odeio meu irmão espiritual (1 Jo 4.20).
D. Eu desejo ajudar o meu irmão? (1 Jo 3.17).
E. Eu realmente amo o meu irmão?  (1 Jo 4.7,21). Aqui, João está referindo-se ao amor verdadeiro! O amor bíblico pode ser definido como "uma preocupação Altruísta pelo bem-estar do outro".
F. Eu realmente amo a Deus?  (1 Jo 5.2).
G. Eu vivo em concordância com os demais servos de Deus? (1 Jo 4.6).
H. Eu sou constantemente atormentado pelo medo?  (1 Jo 4.18).
I. Eu sou capaz de vencer o mundo?  (1 Jo 5.4).
J. Eu consigo reconhecer as falsas doutrinas quando elas surgem diante de mim ? (1 Jo 4.1-3).
K. Eu creio na divindade de Cristo? (1 Jo 4.15; 5.1).
L. Eu creio na obra de Cristo? (1 Jo 5.13,20).
 Esse, portanto, é o teste de 12 perguntas proposto por João. Se alguém não passar no teste, duas conclusões são possíveis:
 1. Eu não sou filho de Deus.
 2. Eu preciso ler mais a palavra, orar mais e crescer mais na graça, servindo ao Mestre.

Os três gigantes de Calebe

by fevereiro 23, 2018
E deram Hebrom a Calebe por herança, como Moisés o dissera, e dali expeliu os três gigantes de Anaque.

Uma dos personagens interessantes que vejo dentro do velho testamento e a figura de Calebe. Pouco sabemos a seu respeito, mas, ele tem uma grande importância dentro da história, a primeira vez que vemos o seu nome é em Nm 14 na missão dos doze espias a terra prometida. Cabele estava entre os doze viu que era bom a terra é que Deus realmente estava cumprindo a palavra dele para com o seu povo, mas, a volta ao arraial não seria muito agradável para Calebe e Josué.


1 - O gigante da incredulidade do povo

As palavras que os espias falariam ao povo determinariam o seu destino. Na fronteira de entrar na terra a grande decepção de Calebe dez dos doze que foram espiar a terra falam mal  daquele terra que eles olharam. Ele pode ter ficado impressionado com a ação de seus compatriotas que viram apenas a dificuldade e não viram o que presenciou naqueles dias. O fruto da terra, o cachorro de uva que dois homens carregavam, não era o suficiente para eles olharem para esse fato é querer entrar na terra e conquista-la? Apenas viram as dificuldades que a terra lhes davam. Cidades fortes, homens grandes os filhos de Anaque, que tomavam conta da terra e se sentiram inferiores aos moradores da terra.
Era de se esperar que um grupo de escravos jamais seriam capazes de derrotar grandes exércitos e as suas fortalezas muradas e quase impenetráveis. Eles esqueceram apenas de um pequeno fato, os milagres e os sinais que presenciaram no Egito e durante a sua pequena estadia no deserto.

2 - O gigante do tempo

Fico imaginando a reação de Calebe no meio dos primeiros motivos de incapacidade do povo ao conquistar a terra. Vamos, conquistar a terra se os gigantes lhe atrapalham eu os derrotarei daí-me aquela terra em possessão e eu destruo eles para vocês. Vamos e tomemos posse aquela terra e nossa. O nosso Deus nos deu ela aos nossos pais e temos que conquista-la. Nem os melhores oradores da atualidade e do passado dariam aquele povo mudar de idéia, pois, o medo já estava dentro de seus corações incrédulos.
O principal pecado daquela geração era a incredulidade, mesmo vendo Deus agir com todo o seu poder durante um ano na planície do Sinai, todas as suas necessidades eram providas por Deus. Não tinha outra solução a não ser condena-los  a vagarem pelo deserto até aprenderem a confiar em Deus. Uma geração que presenciou os milagres na terra morreram exceto Josué e Calebe que iriam entrar e conquistar por serem crédulos no seu Deus.
O longo dos quarenta anos imagino a mistura de revolta e de ansiedade que Calebe possa ter vivido por estar perto de sua possessão e ao mesmo tempo longe.

3 - O gigante da conquista da terra.

Relatos de trinta e oito anos são desapercebidos dentro das escrituras e só vemos novamente a figura de Calebe no livro de Js 14.6 pedindo a sua herança de Josué. Agora com 85 anos de idade com o mesmo vigor que fora espiar a terra ele ali estava firme e crente na promessa que a terra dos gigantes seria dele. O que fazer já com essa idade ? Já enfrentara três grande gigantes em sua vida e os filhos de Anaque a sua frente impedindo que o seu direito a posse fosse concreta. Nada.impediu e desanimou Calebe de avançar e conquistar, sempre soube das dificuldades que iriam surgir a sua frente mesmo que tivesse que oferecer a sua filha em casamento a quem derrota-se os seus inimigos ele teria a sua herança na terra prometida.

Conclusão

A fé de Calebe em Deus o fez conquistar e ter a sua possessão o que era realmente de direito de seus pais. Hebrom a única terra realmente comprada por Abraão no meio dos filhos de Hete (Gn 23). A terra de seu pai foi sua mesmo que por sorte lançada Hebrom se tornaram uma cidade refúgio e depois dada ao levitas como possessão. Todos os campos a maior parte do vale de Hebrom foi dada como sua herança.
Confiemos em Deus, pois, mesmo que muitos digam que não é possível conquistar a terra ou que a sua promessa seja uma ilusão. Assim como Calebe confiou e viu o agir de Deus em suas promessas Ele mesmo fará nos dias de hoje.

Shalom Lekulam (Paz para todos).

Nada me faltará?

by fevereiro 17, 2018

Essa e uma pergunta interessante para nos cristãos será que realmente nada nos falta? Será que o temos nos satisfaz o nosso desejo e o nosso anseio por querer o bem-estar? E com essas duas perguntas principais que me levou a meditar no versículo-chave que usarei nesse estudo.


“O Senhor é o meu pastor nada me faltará” Sl 23.1


         Passagem conhecida de todos os evangélicos, católicos, ateus enfim por todos os seres humanos na terra. Mas, realmente temos sentido falta de alguma coisa? Ou nada nos falta? O crente vive passando necessidades em sua vida, sempre precisando de algo para suprir e atender as suas necessidades básicas. Comida, água, casa, dinheiro, saúde e outras coisas. Estamos no limite de nossas vidas ate as pessoas que são ricas sentem falta de algo. Mas o que o rei David quis nos dizer com isso? Será que ele nunca passou por necessidade para poder escrever isso? Mas antes vamos analisar a vida de alguns homens importantes.

1 – Abraão, o pai da fé.

               Começarei logo pelo patriarca de David. Abraão tinha a promessa de ser uma grande nação e ser rico e prospero na terra. Deus o chamou com setenta e cinco anos de idade e pedindo para sair do meio de sua parentela e ir a uma terra que ele mostraria (Gn 12.1-7). Passou vinte e cinco anos esperando para nascer um filho que se cumpriria todos os desejos e vontade Deus. É um período muito longo de vida e ter muita fé para esperar todo esse tempo na promessa, claro que ele quis desistir no meio da jornada e voltar atrás para o meio de sua parentela. Mas, analisamos um pouco esses vinte e cinco anos que ele passou na terra de Canaã, Abraão passou por duas fomes graves na terra, armou todos os seus servos e foi à guerra com apenas 318 homens armados e saiu vitorioso, perdeu a esposa por duas vezes por medo de morrer pelos homens da terra de suas peregrinações. Apesar de todas essas coisas ele nunca desistiu de sua promessa e confiou em Deus que o supria de todas as suas necessidades diariamente.

2 – Jó, o rico pobre.

Assim como Abraão vemos a vida de Jó, alguns acreditam que eles tenham sidos contemporâneos e outros acreditam que não tenham sido. Apesar de todo o mistério temporal se ele existiu ou não Jó e uma prova grande de saber o que é ter um grande momento de aperreio. Logo no primeiro capítulo do livro que tem o seu nome (Jó 1.1-21) lemos a aposta feita entre Deus e o diabo o qual acusou Jó indignamente adorar a Deus por causa de seus bens, pois, Deus o abençoava em tudo que ele fazia. Jó assim como Abraão era um homem temente a Deus ao ponto que em Jó 1.1 vemos quatro características de sua vida. Ao perder tudo ele jamais se levantou indignamente para por a culpa em Deus, mas, ao contrário agradeceu a Deus por ter lhe dado tudo e ter lhe tirado aquilo que Ele tinha lhe dado. Ora quanto exemplo de fé e demonstração de confiança ao Senhor da parte de Jô que acreditava que ele não permaneceria nessa situação para sempre porque o seu Redentor iria livrá-lo da situação que ele se encontrava (Jó 19.25).


3 – O pastor do rei David

       Era por saber e acreditar no Redentor de Jó que Davi no meio do campo, segundo estudiosos composto este Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos...”. Mas, espera um momento? Davi como israelita conhecia a história de seu patriarca Abraão e sabia de todas as suas dificuldades na terra de Canaã e o que o seu povo passou no deserto. Se levarmos em conta outra linha teológica que acredita que Jó foi o primeiro livro do povo israelita podemos acreditar que ele também conhecia a história de Jó. E no meio do campo escreve NADA ME FALTARÁ? Podemos ver o que realmente David escreveu: “ADONAY ROIY LOH ECHSAR”, quatro palavras hebraicas que por muito tempo tem sido o guia de muitos crentes que deixam suas bíblias abertas em sua casa nesse salmo especificamente. Vamos a uma tradução livre das palavras do versículo.
ADONAY= No texto original esta o nome de Deus, o qual substitui por Adonay;
ROIY=. A palavra Roi está terminada com Yud. Logo é usado o pronome obliquo meu traduzindo assim para; Meu pastor
LOH= Não
ECHSAR= Vem do verbo “chasar” que significa faltar, ter necessidade, sentir falta de. A palavra está conjugada na primeira pessoa do futuro.
       Vamos traduzir o texto no seu original O senhor meu pastor não faltará. A colocação da palavra “nada” na tradução portuguesa faz com que perca o real sentido daquilo que David quis realmente escreve no texto. Pode faltar todas as coisas mais Jamais Deus faltaria em sua vida.

Conclusão

E baseado nessa esperança que Abraão não perdeu a fé, José recusou se deitar com a esposa de Potifar por saber que esse Deus supria suas necessidades, Moisés no deserto por acreditar no Senhor teve o seu rosto resplandecido e por acreditar que Deus era o seu Redentor Jó não sentiu falta de nada. De que você tem falta?


Shalom Lekulam (Paz para todos)



Sinais da verdadeira prosperidade

by fevereiro 09, 2018
"E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio." Gn 39:2


      Nesse capítulo lemos a historia de um escravo que virou governador de todo o Egito. Qual era o segredo de José para que tudo que ele fizesse tivesse um grande êxito? E muito fácil e simples de responder a sua sinceridade e comunhão com Deus. A bíblia não relata de como era necessariamente a vida de oração de José e os ensinamentos de Jacó para com os seus filhos. O segredo do sucesso de José estava naquilo que ele ouvira de seus pais (Jacó e Isaque), o temor de Isaque para o Deus de seu pai pode muito bem ter levado ao jovem a fazer a mesma coisa que seu avô.
       José vendido como escravo alcançou rapidamente o cargo de mordomo  de seu senhor Potifar o qual colocou-o sobre todos os bens de sua casa. Ao ponto de seu senhor não saber o que se tinha dentro de sua casa, pois, grande era a confiança em José. A cobiça e levou a mulher de Potifar a seduzir José para se deitar com ela, ora ele tinha o controle sobre todos os bens da casa de seu dono se deitar com a sua senhora não estava em suas limitações de escravo. Dia após dias o desejo de sua senhora foi aumentando ao ponto de atacar a vida de José para se deitar com ela o qual fugiu diante de sua face. Um jovem atraente com seus vinte e poucos anos com hormônios aflorando ele foi valente e resistiu firmemente apesar de que esse ato o levou a prisão injustamente. José tinha tudo para abandonar o seu Deus nesses dias de prisão o qual ele também achou graça aos olhos do carcereiro e o colocou sobre todos os outros presos reais. Servo dos presos, esse poderia ser a nova função de um escravo o qual tivera sonhos reinando sobre seus irmãos e seus pais um dia em sua terra.

1 - O sonho nunca deixará de se cumprir.

       E por falar em sonho foi o que levou até a presença de Faraó a interpretação de dois sonhos dos servos de Faraó o levaria dois anos depois diante da presença do rei todo poderoso do Egito. Nesse ponto de sua vida José talvez estivesse esquecido dos dois sonhos que tivera na mesma noite no campo colhendo trigo junto de seus irmão e de seu pai. As suas forças podem ter chegados a fracassar e assim como Jó queria saber a causa de tanto sofrimento ou o que ele tivera feito para merecer todo essa provação e sofrimento, até o dia em que o Faraó o chamou. As mudança na vida de José começara a partir da mudança de suas vestes e de seus trajes. Ele não poderia entrar de qualquer forma diante do rei tinha que estar de forma adequada, assim somos nós. Quantas vezes queremos estar diante da presença de Deus de qualquer jeito? Quantas vezes nossos trajes não condiz com aquilo que nos somos e com o lugar onde nos estamos indo ? "Não estou falando de usos e costumes aqui, estou falando de vida de comunhão com Deus". A fé e a esperança de José fora renovada juntamente com as suas vestes o desaparecido  sonho de liberdade voltou novamente a ressurgir em seu rosto.

2 - A fidelidade em Deus recompensada.

      Toda a ciência egípcia falhara diante de seu soberano por não conseguir interpretar dois sonhos que o rei tivera em uma noite. Os adivinhadores de sonhos era uma profissão bastante procurada no Egito antigo e chegando a serem bem pagos pro cada sonho interpretado da forma correta. Após a interpretação dada diretamente por Deus o qual foi engrandecido mas palavras de José diante do rei e os sábios conselhos para o Faraó, fez com que ele fosse exaltado diante de todos os que lhe acusaram e difamaram a sua vida.
A verdadeira prosperidade de José não estava em seu dinheiro, no seu trabalho, nos seus bens ou em coisas material, amuletos da sorte em nada disso estava a riqueza de José. Mas, no seu Deus o qual em todos os momentos da sua vida que fora preciso ele recorreu a Ele o único criador de todas as coisas.

Shalom Lekulam (Paz para todos)



Riqueza e a vida eterna

by fevereiro 05, 2018
Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção, pôs-se de joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna? " Mc 10:17

       Desde a antiguidade com os faraós e a suas mumificações era de alcançar a vida eterna. Se estendendo por toda a idade média com as indulgências e as vendas de terrenos no céu pela igreja católica. O desejo de uma vida longa e natural do ser humano muitos estudiosos acreditam que o homem não fora criado para.morrer por isso o constante desejo de viver para sempre. Esse era o desejo do jovem rico apesar de possuir grandes riquezas a ciência não tinha os recursos necessários para que ele alcançasse o seu alvo. Mas, tem um homem que fala sobre isso é ele vai até Jesus. com toda a certeza não era a resposta que ele queria escutar. Vá vende tudo o que tu tens e dê aos pobres, imagino que essas palavras entrou com faca bem afiada em seu coração. O que adiantaria ter a vida eterna e não ter nada de valor? Ele era um homem religioso seguia todos os mandamentos desde a sua terna idade.
        Era um judeu fiel e digno de ser chamado judeu. Mas, o seu amor ao tesouro o destruiria. Buscai o reino dos céus e tudo nos será acrescentado (Mt 6.33), ora o que ele poderia querer já tinha tudo essas palavras não servem para mim.  A ganância o afastou daquilo que ele almejava ter. Quantos nos dias de hoje estão perdendo a vida eterna por causa de amar os bens materiais? Quantos estão dentro de uma congregação louvando a Deus, mas o seu coração está como as pessoas da idade média querendo comprar um lugar no céu? Assim, muitos levam suas vidas nos dias de hoje procurando se alimentar ou ter a vã esperança de que Deus vai levá-los a vida eterna. 

Onde está o nosso tesouro?

       É nesse ponto que surge a pergunta onde está o nosso tesouro? O que nos realmente queremos? Se o nosso desejo é ter a vida eterna como aquele jovem estamos realmente cumprindo o que é para ser feito? Jesus após as palavras que para o jovem podem ter parecido cruéis ele simplesmente diz: "Vem e segue-me", Jesus não queria que ele não tivesse nada ou voto de pobreza, apenas ele queria que ele cumprisse realmente os mandamentos que se resume em duas coisas "Amar a Deus e Amar o teu próximo como a ti mesmo". Duas coisas simples que toda a lei estava baseada era para ele fazer.
      Jesus nos adverte grandemente em Mt 6.19-21 sobre as conseqüências dos tesouros escondido. Onde está o nosso tesouro? Confiamos aqui nos prazeres da terra e naquilo que o dinheiro pode comprar? Ou estamos em Cristo?



Shalom Lekulam
(Paz a todos)

Risco de contaminacao

by janeiro 30, 2018


"Aquele a quem pertencer a casa virá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa." Lv.14: 35.


      Temos no livro de Levítico certas orientações acerca da limpeza ou pureza do corpo, leis que tratavam do cuidado com o corpo e de doenças que produziam algum tipo de excreção no corpo. Deus em sua infinita sabedoria não somente desejava que o povo dEle conhece suas leis para andar em segurança mas também queria garantir que nenhuma espécie de pragas ou doença se espalhassem no meio do Seu povo.

      Não era simplesmente uma questão de segurança biológica , o Senhor queria eliminar os riscos de contaminação tanto físicos como espirituais, o dever de não andar nos costumes de outros povos e culturas pagãs (Lv 20.23), a busca por viver em santidade (Lv 20.26), porém curiosamente observamos que a partir do capítulo 14  versículo 35 em diante vemos a lei acerca de lepra (ou mofo) numa casa , a casa biblicamente diz respeito a família , clã ou classe a qual pertencemos (Js. 24.15) , espiritualmente a casa representa o santuário do Espírito (1Co.6:19) , e que o Pai anela por habitar em cada um dos Seus (2 Co.16.18).
     Diante de tais esclarecimentos sabemos que tanto físico como espiritualmente corremos os riscos de sermos contaminados com as impurezas desse mundo , imoralidade, violência, toda a forma de injustiça e falta de amor a Deus e ao próximo podem ser a causa de maldição dentro de uma casa. 
No entanto sempre há uma saída,  o primeiro passo a ser dado é  reconhecer quando estamos contaminados , o reconhecimento de nossos pecados já é o indício de que a mudança ou limpeza se faz necessária em nossas vidas , o segundo passo é a atitude que temos que tomar de levar ao conhecimento do sacerdote (Lv.14:35) , somente quando temos a humildade de apresentarmos nossas falhas diante do sacerdote (Jesus) , o único que pode nos avaliar e nos limpar de todas as impurezas.

 Em Lc.5:12 nos deparamos com um leproso que prostou-se aos pés de Jesus desejando ser purificado e Jesus o curou de sua doença, "Quero fica limpo!" disse Jesus. A vontade do Pai através de Jesus é que todos nós sejamos limpos de nossos pecados para vivermos em santidade. 
Sabemos que não é tão fácil como parece, principalmente quando a mente está completamente contaminada com  o pecado , é necessário que muitos conceitos e sofismas sejam quebrados para que haja cura , padrões de pensamentos que presumimos ser corretos aos nossos olhos , mas que aos olhos de Deus está completamente errado. Como em Lv.14:35 é imprescindível a avaliação do sacerdote , para que as velhas estruturas de pensamento  sejam quebradas as paredes de nossa consciência sejam limpas das iniquidades , mas nem todos temos coragem de encarar nossos pecados , nossos medos , nossos traumas , e decepções do passado,  por vezes nossos pecados ocultod acabam até afetando nosso corpo*(Sl.32:3). Nem sempre temos a coragem e a humildade que o leproso teve ao chegar perto de Jesus, muitas vezes somos como o paralítico de Carfanaum  *(Lc.5:17-26) , incapazes de nos movermos diante do peso de nossas falhas , incapazes reconhecer que precisamos do perdão de Deus para nos curar , dói, sangra , mas é necessário primeiramente a cura interior para que haja cura exterior.


 Se Jesus não mexer nas nossas estruturas mais profundas jamais seremos limpos de todas influências que contaminam , somente a palavra é capaz de nos lavar *(Ef.5:26) , somente o Espírito Santo agindo dentro do mais profundo do nosso ser pode reconhecer que precisamos de uma  reestruturação do nosso caráter. A cura e limpeza exteriores são consequência daquilo que Deus faz no nosso íntimo por isso necessitamos de perdão e limpeza em nossa consciência, ações que somente Jesus , nosso sumo sacerdote pode realizar.

Deus abençoe a todos.


Tecnologia do Blogger.