A religião

by maio 14, 2018

A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e se guardar insento da corrupção do mundo.Tg 1.27



Desde o inicio da humanidade, é comum o homem ter a necessidade de um 'ser criador', para que, através de sua crença, muitas coisas sejam explicadas; essa existência nos traz, até o dia de hoje o conceito de religião. Em todos os países, podemos observar os mais diversos tipos, destas "entidades criadoras", onde cada um tem a sua visão simplificada. Religião, um mal necessário. Encontramos três palavras do latim para a origem da palavra religião. 1) A primeira é “RELIGARE", que tem o significado de “religar o homem ao meio divino”, logo, religião podemos conceituar que "é o meio em que o homem se conecta ao deus em que ele crê". Assim, a religião seria o elo que faltava, mas, nós cristão cremos que Jesus nos liga a Deus através de seu sacrifício na cruz. 2) A segunda palavra do latim é “RELEGERE”, muito parecida com a primeira; mas, com o significado diferente. O seu significado é “reler” referindo-se aos escritos sacros e em suas meditações dentro deles. 3) A terceira e ultima palavra é “RELIGIO”, das três é a qual está escrita na versão vulgata da bíblia, o que significa "cultuar a uma entidade". Tendo essas três palavras em mente, os estudiosos acreditam que a palavra surgiu. Podemos observar que religião, é a aproximação de Deus através da meditação ou leitura de seus escritos e o prestar culto a ele. Mas, qual é a aplicação do termo cultuar nos dias hodiernos? Qual é a nossa verdadeira religião? Tentarei lhe ajudar nessa resposta. A religião hoje como nós vemos, está a cada dia se tornando um clube social: com pessoas que pensam da mesma forma, e tem a visão de uma divindade de forma idônea. Muitas vezes estamos passando longe do texto de Tg 1.27. É fato, e não podemos nos esquecer que o evangelho de Cristo ao longo de seus quase dois mil anos de existência sofreu muitos ataques e violações a sua mensagem original. Com a falsa conversão do imperador Constantino, o cristianismo passa a ser a religião oficial do império, e com o passar dos anos sofre variações de crenças e costumes, para aderir outros povos pagãos ao seu rebanho. O evangelho original passa a ser usado como forma de controle dos outros povos, servindo para os escravizarem nas colônias. O que falar dos jesuítas que no Brasil império catequizou diversos índios e os negros que foram vendidos como escravos e que tiveram de negar a sua crença para poder sobreviver? Todos os acréscimos de outras culturas e religiões adentraram ao cristianismo, tornando-o que vemos hoje. Um evangelho vazio e distante dos ensinamentos de Cristo. Religião, pura e imaculada. Duas palavras-chaves em nosso versículo principal, demonstram o que é religião ou como a religião deve se apresentar. Tiago coloca duas palavras com o sentido parecido perto da outra: pura e imaculada. As duas palavras, possuem o sentido de pureza ou de estar limpo, mas, o seu significado é diferente dentro do texto original o que analisaremos agora. A palavra “katharos”, traduzida como pura tem o significado de “estar limpo” a qual é derivada da palacra grega kataridzo, logo, a primeira forma que a religião deve ser é: "limpa completamente, sem nenhum desvio de conduta ou interferência externa que contradiz os escritos sacros". O significado melhor posto para a palavra no original é “SEM MISTURA”, ou seja, acreditar apenas naquilo que os escritos nos afirmam e serve de como guia para crermos na existência divina. Somente esta palavra, já, bastaria para nos mostrar o que seria "a verdadeira religião". A palavra “amiatos”, traduzida por imaculada tem em um de seus significados a palavra pura, logo, seria uma duplicidade dentro do texto de Tiago. Mas, analisando um pouco mais, encontraremos outro significado para esta palavra. Podemos dizer que a palavra imaculada é “SEM MANCHA” ou “NÃO VIOLADO”. Sendo, assim, a verdadeira religião tem que ser sem mistura; contendo apenas o ensinamento das escrituras. Agindo assim, conforme o “relegere” e ao mesmo tempo sem mancha não tendo qualquer tipo de contaminação com o exterior e sendo fiel a palavra de Cristo. Religião, o santo comum. Em Tg 1.26 lemos sobre o perigo de uma falsa religião o que torna uma pessoa comum em uma pessoa religiosa. Vamos examinar religioso no texto original. A palavra “threskos” como significado de cerimonioso aparece somente neste versículo. Nos leva a acreditar que mesmo estando dentro de uma religião muitos podem não ter o “religare” com Deus. O que torna-o num cerimonialista e cumpridor de todos os rituais de culto moderno, ordenados e organizados por homens e não pelas mãos divinas. Quantas vezes levamos as nossas cerimônias como se fossem sacras? A liturgia muita das vezes atrapalha o agir de Deus no meio de seu povo. Em uma igreja tradicional, é comum termos a seguinte liturgia:Oração, hinos dos hinários, leitura da bíblia, departamentos ou cantos avulsos e a mensagem. É fácil, estarmos envolvidos no sistema moderno de adoração e não observarmos a outra parte do significado de threskos. A palavra deriva-se em diversas outras palavras, podemos encontrar dentro do verbo “throeo e threomai” (clamar e lamentar) e mais uma palavra “thresobes” que tem o significado de ser temente a Deus.
Conclusão A religião é um mal necessário, pois, em sua forma original é aquilo que nos liga a Deus, através da releitura das escrituras sacras através dos cultos prestados a Deus. Voltemos ao verdadeiro evangelho e edifiquemos um altar para Deus.

Os justos (Jó) - Segundo de sete

by maio 05, 2018
"Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS." Ez 14:14
É comum falarmos sobre justiça e ligarmos ao código civil de cada país e nação existente no planeta, assim, formar outro conceito do que é uma pessoa justa. Podemos considerar que, uma pessoa que vive em determinado país e cumpre toda a sua lei civil como sendo uma pessoa justa. É com essa introdução que começaremos a falar sobre o nosso segundo justo, Jó, um homem inocente que foi condenado pelos seus amigos. Dentre todos os livros existentes na bíblia sem duvida nenhuma o meu livro favorito é o de Jó. A história sobre fidelidade, retidão, justiça e temor a Deus contido nesse livro deve servir de inspiração para todos nós.

1 – Jó, fiel durante a provação.

No inicio do livro de Jó lemos as quatro principais características do nosso personagem. Jó 1.1 nos diz que ele era reto (tsadik) é a primeira das quatro características citadas logo no inicio dessa passagem, assim, conhecemos a sua conduta para com o seu próximo e as leis de seu país. O versículo continua com as outras características de Jó, mas, a quarta nos mostra um fator interessante que muita das vezes foge aos nossos olhos. “E desviava-se do mal”, ser justo não é somente obedecer às leis de um país ou ser temente a Deus, a terceira característica de Jó, mas é desviar daquilo que lhe possa fazer errar. O salmista foi muito sábio ao nos instruir no Salmo 1 pra que nos separássemos daquilo que tem a aparência do mal. Em nenhum momento nos manda afastarmos de nossos amigos e sim que o nosso prazer esteja na lei do Senhor (Sl 1.2). A retidão de Jó para com Deus foi o alvo de grande disputa no céu (Jó 1.6-19), onde o próprio Deus põe as quatro características e acrescenta “não existe homem igual a ele”. O ataque se levou primeiramente aos bens matérias e depois a para a sua saúde, mas, o final do capítulo nos demonstra o grande caráter desse homem de Deus. “Em tudo Jó não pecou e nem atribuiu falta alguma” (Jó 1.21), esse é o versículo chave de todo o livro de Jó. Mesmo tendo diversos motivos para pecar e amaldiçoar a Deus como sua própria esposa assim falou (Jó 1.19).
A Bíblia diz que o estado de Jó era desprezível ao ponto de seus amigos não conseguirem falar durante sete dias, por ver a situação em que ele se encontrava. Nos capítulos restantes lemos uma conversa entre acusadores (amigos) e o defensor (Jó) que segue durante 36 capítulos do livro (Jó 2-37) e os capítulos finais e a defesa divina para com a vida de Jó e a sua redenção. A crença em um Deus que punia apenas os que cometiam infidelidade ou aquele que cometera algo de errado era a principal visão dos moradores de Uz (cidade de Jó) e o mesmo tinha a mesma filosofia em sua mente. Mas, com uma grande diferença, ele sabia que não tinha feito nada de errado.

2 – A justiça de Jó testada por Deus.

Podemos achar Deus injusto lendo o livro do nosso personagem. Ele não tinha cometido nenhuma falha nem um desvio de conduta que ele merecesse ser punido. Mas, o simples fato de mostrar que uma pessoa poderia ser grata a Deus, mesmo que perdesse tudo que ele tivesse na vida. O castigo ou a aprovação serve para demonstrar o quão justo nos podemos ser, mesmo que percamos tudo que tenhamos.

 A prova de Jó nos é explicada no ultimo capítulo do livro (Jó 42.5), um homem completamente religioso que seguia todos os padrões determinados por homens, sacrificava pelos erros que seus filhos pudera ter cometido (Jó 1.4-6), seguia todos os rituais praticados na época e que seu coração estava completamente voltado para as ações bondosas e aquilo que era correto a ser feito. 

Aves Solitárias

by abril 30, 2018

Eu sou igual a um pelicano no sertão e como uma coruja nas ruínas” Salmo 102:06
Nos Salmos encontramos a nossa humanidade. Assim como em alguns deles ouvimos falar de mistérios, em outros, como o 102, encontramos a mais clara expressão das perplexidades e angústias que experimentamos durante a vida.
Um pelicano no deserto e uma coruja sozinha num lugar destruído. O pelicano é uma ave aquática, dá para entender a perplexidade da coisa. E a coruja parece nos indicar alguém que observa a partir de um mundo em ruínas, como dizem algumas versões.
Ele fala de solidão, mas não apenas o estar sozinho, é também a solidão de sentir-se sozinho. Esse é o lamento de um homem que olha para sua terra destruída, e olha também para dentro de si.
Ele aguarda em silêncio, sabe que (v. 12 e 13) nada disso é permanente. Ele olha para um futuro em que Deus atenderá a oração do desamparado (v. 17).
O homem olha para si, e há desolação na sua alma. Mas ele olha também para a sua Terra, e a desolação é assombrosa!
Quantos não estão como esse salmista hoje? Na solidão pessoal, e com um gemido pela Terra que vai sendo devastada por mãos ímpias?
Somos isolados nas nossas dores, solitários, pois ninguém mais pode experimentar o que experimentamos. E somos unidos com nosso povo nas coisas que afligem nossa terra. Tais são as dimensões psicológica e social dos seres humanos.
Mas Deus é o Deus da História! E é o Deus que sabe como me sinto, pois não apenas contempla o ir e vir das coisas, Ele tomou sobre si a minha humanidade (e iniquidades).
Deus não olha lá de cima, distante, o sofrimento humano. Ele está ao lado dos que choram e promete que toda lágrima enxugará!
O salmista esperava que seus descendentes vissem a salvação sobre sua Terra e seu povo. Nós temos a certeza de que veremos com nossos olhos e n'Ele viveremos, ainda quando todas as Terras não passarem de um ponto na longa história da Eternidade.
Ele não é só o Deus que te contempla, ele é o Deus que está andando com você nesse deserto!


Voemos.

Os justos (Noé) - Primeira de sete

by abril 20, 2018
"Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS." Ez 14:14
"Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam". Jr 15.1

O que é ser justo? Segundo o dicionário da língua portuguesa diz: "A pessoa que segue todas as leis e regras postas para ele". A palavra tem origem no latim, da palavra “justus” que significa 'aquele que é conforme a justiça'. Mas, na bíblia temos outra palavra, agora no hebraico para justo. A palavra “tsadik” (santo) tem a sua raiz na palavra tzedek que significa justiça e integridade, ela também pode ser derivada da palavra tzedakah caridoso ou retidão.
Mas, o que poderia ser santo? Ou viver uma vida de retidão, sem infringir nenhuma lei? Na bíblia existem duas passagens, que mostram cinco pessoas que podemos considerar “tsadikim” (justas ou santas). O assunto é longo demais para ser resumida em uma só ministração, assim, dividirei em alguns estudos, para melhor facilitar a compreensão dos textos sagrados que analisaremos (Ez 14.14 / Jr 15.1).


1 – Noé, fiel em tempo de depravação.


         O primeiro personagem chama-se Noé (Noah), ele é a pessoa, que entre as historias dos 'dilúvios' existentes em todos os povos antigos, tornou-se uma figura ímpar, para que a sequência da vida humana, pudesse chegar até os dias de hoje. Mas, contentaremos com o nosso Noé e vamos analisar alguns pontos:
1 – Noé, era diferente desde o seu nascimento, em Genesis podemos perscrutar, que ele era afinal, o oitavo descendente de Sete, e que, era diferente dos demais, e que seus parentes almejam  sobre ele um grande livramento da situação depravada que a sociedade estava vivendo (Gn 5.29). Livros apócrifos, nos mostram e  defendem, a mesma  conotação no livro de Gênesis, nos dando a ênfase de que ele é, considerado uma tipologia do Messias que havia de vir.
        A situação desprezível da humanidade era grande, ao ponto de Deus querer destruir completamente toda a sua criação, por causa do homem que a contaminou. O capítulo seis de Genesis nos mostra a situação de toda a humanidade (Gn 6.1-7) e no meio de todo o caos existinte, havia um homem justo e santo. 2 – As características de Noé, o tornava diferente dos outros, em Gn 6.9 temos três características de como Noé seguia a sua vida: reto (representado nos textos originais como a palavra tsadik); Segunda característica de Noé era a sua perfeição, mas em que ele era perfeito? A palavra no hebraico e “tamiym” que significa:"correto ou aquele que esta de acordo com a verdade".
Noé tinha a ultima qualidade descrita no capítulo seis: “ele andava com Deus”, sim, em meio a um ambiente onde todos ao seu redor se esqueceram de Deus, ele estava firme ao lado do Senhor, seguindo o exemplo de Enos seu tataravô que foi o primeiro a invocar e adorar a Deus. Não poderia existir outra pessoa melhor que Noé para que a humanidade pudesse ter continuidade e assim, escapar  da ira de Deus para sua completa destruição.

Conclusão

Em meio a uma sociedade depravada completamente, cometendo os maiores absurdos e atos abomináveis para com Deus. Encontramos Noé, que viveu uma vida de retidão no meio de uma geração que foi condenada a completa condenação divina. O meio, não nos torna idênticos a ele, nós, mudamos o local em que vivemos e somos responsáveis para que ele seja como queremos.



Shalom Lekulam (Paz a todos). 

O que eu ganho com tanto trabalho?

by abril 17, 2018

“O que o homem ganha com todo o seu trabalho em que tanto se esforça debaixo do sol? Eclesiastes 1:2



Eclesiastes é o livro da conversa sincera, dos olhos nos olhos. O “Kohelet”, título hebraico da pessoa que faz os discursos, cria sua filosofia desconstruindo para reconstruir. Atenção! Você não deve se aproximar deste livro com ideias preconcebidas. Com o Eclesiastes é assim, você chega, se senta à mesa e espera até que ela esteja posta. A crueza do livro choca, e alguns até veem cinismo nele.
É certo que os primeiros discursos elencam todos os “negativos” da vida, de como as coisas são transitórias e efêmeras se comparadas à outra realidade além dos olhos. Porém os negativos não estão ali para chocar nem dar uma visão pessimista da vida. Eles nos ensinam.
O pregador nos diz que todo o nosso trabalho para pouco serve, é coisa transitória. Construímos uma casa, e logo ela começa a se deteriorar, e com isso vêm as constantes manutenções. Nada do que fazemos permanece.
Isso não é uma defesa da “inação”, existe uma teologia do trabalho que permeia a Bíblia e que vai influenciar o pensamento cristão, das manifestações pós-apostólicas ao início do capitalismo moderno e sua relação com a ética protestante.
Provérbios manda o preguiçoso ir ter umas aulas com a formiga (Provérbio 6:6) e Paulo diz aos tessalonicenses que quem não quer trabalhar deveria também não comer (2 Ts 3:10). Deus é apresentado trabalhando logo no início da  sua obra, e Jesus afirmou que assim como Deus, Ele também trabalhava (João 5:17). É verdade que certa teologia viu no trabalho uma maldição por causa da queda, mas o problema veio do incremento de dificuldade e não do trabalho em si.
De todo modo, mesmo reconhecendo o valor do trabalho, devemos aprender com o Kohelet que ele, assim como as outras coisas de nossa vida terrena, produz resultados transitórios.  O princípio aí é o de evitar uma visão exagerada do trabalho. Fazer dele o fim (quando é um meio) de nossa vida. Workaholics, as pessoas viciadas em trabalho, nem sempre aproveitam seus frutos. O excesso de trabalho, ou o excesso de preocupação com ele, produz mais frutos negativos que positivos (Ecl 2:23).
O importante é que tenhamos uma relação saudável com o trabalho, pensando sempre que ele deve ocupar seu tempo apropriado na nossa vida. Pois muito do desejo relacionado às realizações vêm de um sentimento de “ansiedade pela eternidade” (Ecl 3:11). Por isso muitos empreenderam obras pensando na sua permanência. Algumas realmente sobrevivem muitas gerações, mas mesmo esses encontrarão seu “ocaso”.
Você deve encarar o trabalho pelo que ele é. E em lugar de “maldição”, o trabalho passa a ser visto como um presente!
Afinal de contas, tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10:31). 
Não é o que eu ganho, mas o que eu não perco no processo!
 “Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus”. Eclesiastes 3:13.

Eu Tenho a Força?

by abril 12, 2018

"Tudo posso [em Cristo] naquele que me fortalece".
                                                        Filipenses 4:13

Texto muito conhecido...Fora do seu contexto. Citado assim, solto, dá uma ideia de poder, quase como se fosse um amuleto, uma frase mágica que pode te transformar em...

Sintoma de uma época em que vale mais o discurso de uma fé ufanista que as ações derivadas da fé sincera. Entretanto basta uma olhada no versículo anterior para desfazer o erro: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação”.  Esse é um segredo importante para uma vida, em todos os sentidos, saudável. E um princípio cristão inegociável, praticado durante os últimos dois milênios por todos aqueles que foram tocados pela verdadeira paz que “excede todo entendimento” (v. 7).

Isso não é estoicismo. Nada de indiferença filosófica. É o fruto de uma fé madura. Não é tornar-se um tipo de robô incapaz de sentir. Não é ser “forte” no sentido de reprimir a todo custo nossos sentimentos. Pelo contrário, até o Mestre chorou (Jo 11:35)!

É conhecimento e é mais que conhecimento! Todo ensino passa pelo intelecto, mas ele precisa frutificar, ser incorporado ao nosso ser de tal modo que passe a ser parte da nossa natureza. Paulo chama isso de ter a “mente de Cristo”(1 Co 2:16). Isso se dá por meio da prática (Fp 4:9).   Paulo não era indiferente ou insensível, ele sentia as dores como todos nós, mas sabia que por meio de tudo isso ele era conduzido a algo melhor.

É uma grande ajuda, quando você passa por dificuldades, saber o seu objetivo. Quando isso acontece, as coisas não parecem mais tão assustadoras e você consegue ver os raios de sol num dia nublado.

E existe um “lado b” nessa fita (80’s), o texto reconhece que mesmo coisas aparentemente boas podem produzir resultados ruins. Vivemos um tempo de abundância (apesar das crises), se comparado a épocas passadas, e nossa geração é uma das mais iludidas com todas essas coisas que são apenas temporárias. “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação”, ensina o apóstolo!

Paulo já aprendera (2ª Co 12:09) que o poder de Deus se manifesta na fraqueza humana. Com isso em mente, podemos entender o texto como “eu tudo posso suportar, mesmo as coisas boas, em Cristo que me fortalece”. Esse é um contentamento que independe das circunstâncias exteriores.

Que tal praticar um pouco desse contentamento com tudo o que você tem HOJE?


Essa é a fortaleza inabalável de quem é fortalecido por Cristo!

Rótulos

by abril 10, 2018

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". 2ª Coríntios 5:17 (Almeida Corrigida e Revisada)
Se existe uma coisa complicada nessa vida é livrar-se dos rótulos. As pessoas são, em geral, deterministas. Se você reagiu de um modo em certa ocasião, as pessoas acham que vai continuar agindo da mesma forma em todas as ocasiões. Você certamente já ouviu alguém dizer fez isso e agora quer dar uma de santo, como se alguém não pudesse se arrepender e começar a fazer as coisas certas.
Se isso é ruim, muito pior é quando a pessoa se convence de que os rótulos são mesmo dela, como se eles fizessem parte da sua natureza e fosse impossível removê-los. Isso é bem comum, muitos de nós já se sentiram gravitando ao redor de um desses rótulos, abominando-o e sentindo-se incapaz de se desfazer dele. Uma amarra psicológica! Mas uma coisa são os comportamentos de uma pessoa, outra bem diferente é a pessoa em si.
É um tema central da vida cristã que em Cristo somos novas criaturas. O que fomos não importa mais, agora somos vistos pelo que Ele fez em nós. Isso não significa que não vamos ser tentados por comportamentos enraizados em nossos costumes, por padrões ancorados na nossa mente. O que não devemos é aceitar esses rótulos como parte de nós. “Tudo se fez novo” e é necessário que andemos “em novidade de vida” (Romanos 6:4).
Você não deve carregar todos esses rótulos. Você também não deve utilizar esses rótulos como desculpa para não mudar. Não diga “eu sou assim mesmo” ou “eu não posso mudar o que sou”, pois em Cristo você já é uma pessoa renovada. Você não é “duro”, “iracunda”, “obstinado”, “fácil”, “mentirosa”, “falso”...
Do mesmo modo, você precisa se esforçar para não ver as pessoas por esses rótulos, “a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano” (2ª Coríntios 5:16). Essa é a ideia por trás do “não julgueis”, pois em Cristo não existem mais estereótipos, Ele é tudo em todos (Colossenses 3:11). Os comportamentos devem ser vistos, e combatidos, se for o caso, pelo que eles são, comportamentos. Comportamento não é personalidade, é ação e escolha. As pessoas precisam entender que elas não são predestinadas a agir de certo modo, mesmo que elas sintam vontade de agir assim.
Jacó recebeu seu rótulo (Gênesis 25:26) no nascimento, “aquele que segura pelo calcanhar”. E seu nome soa, em hebraico, muito parecido com “enganador”. Imagine o que significava carregar um rótulo desses? E esse rótulo acabou por influenciar boa parte da vida adulta desse patriarca. Se ele era o “enganador”, por que agiria de outro modo? Mas ele teve um encontro com Deus (Gênesis 35:10), e “tudo se fez novo”, a começar pelo seu nome.
Deus nos promete um novo nome (Apocalipse 2:17), um nome que realmente seja parte de nós no lugar dos nomes que temos hoje ou dos rótulos que vamos recebendo durante a vida.
Não carregue cargas que não precisa, nem as coloque sobre os ombros dos outros.
Somos novas criaturas, os rótulos, novos e velhos, já passaram!


Texto originalmente publicado em:
http://isaiasoliveira.blogspot.com

Cristianismo, Cultura e Ideologia.

by abril 09, 2018


Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”. Colossenses 2:8

O Cristianismo é uma fé para todos os seres humanos (Gl 3:28), independente de qualquer “qualidade de distinção” natural (sexo, cor) ou “artificial” (nacionalidade, religião, ideologia).

Ninguém precisa abandonar sua cultura para se tornar cristão. E por “cultura” dizemos aqueles traços distintivos de um povo, suas cores sociais, que não sejam claramente práticas pecaminosas, a exemplo do canibalismo ou da prática do infanticídio.

O Cristianismo não se confunde com ideologias particulares. Entendendo aqui ideologia no seu sentido amplo de conjunto de ideias ou visões de mundo que influenciam ordenamentos sociais e posições políticas. Devido à mal compreendida maleabilidade do Cristianismo, houve vários momentos históricos em que elementos culturais ou ideológicos passaram a fazer parte de determinada vertente cristã. Quando essa mistura se torna uma tradição, os fiéis dessas vertentes passam a acreditar que ser cristão implica ter as leituras de realidade e discursos próprios dessas versões do Cristianismo. Desse modo, ser cristão, nessa visão, passa a ser um distintivo cultural que assume força de ideologia quando é exportada para outras nações. Isso não significa, necessariamente, um desvio doutrinário ou heresia.

O cristianismo é universal, mas é também local. É importante que ele assuma as cores locais, mas não deve perder sua universalidade ou se tornar parte de uma corrente ideológica que vai ser exportada para outros povos.

A cultura é tradição, o Cristianismo também possui uma linha de tradição que remete aos primeiros ensinos de Cristo. Entretanto cabe uma distinção, ele possui uma tradição, mas não é apenas uma tradição. Tradição é andar pelos mesmos caminhos antigos, cristianismo é novidade de vida (Rm 6:4).

A mesma distinção pode ser feita com relação às ideologias. Muita gente vê pontos de contato entre sua ideologia e os ensinos do Novo Testamento. A partir disso racionaliza de modo a confundir os dois. Outro modo é pela via da cultura. Não é segredo que recebemos um grande afluxo missionário vindo da América do Norte e isso foi uma benção para nós. Mas pelo caminho aberto pelos missionários vieram também teologias com uma carga cultural e ideológica nem sempre fácil de identificar. Com isso passamos a defender as mesmas bandeiras que eles e a ter a mesma visão da realidade. Quando isso está pautado numa realidade bíblica, não há problema, porém nem sempre está.

É verdade que temos que ser sal da Terra e luz do mundo (Mt 5:13-14), mas também é verdade que “esperamos novos céus e nova Terra, onde habita a justiça” (2Pe 3:13). Tanto a tradição quanto a ideologia pensam num mundo melhor, uma pelo que foi e a outra pelo que deve ser. No cristianismo o mundo ideal vem, e vem por meio de “Quem”, do próprio Cristo. Não por esforços humanos. Os dois primeiros são mundos do discurso, o último é da fé.

A realidade de Paulo também era assim, tanto que ele escreveu: “Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes” (Cl 2:4).

As palavras podem ser bonitas e ter toda aparência de sabedoria, mas apenas em Cristo “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:03).

Mantemos nossa cultura, e nos apegamos às nossas ideologias, mas com a consciência de que elas são temporais e sem confundi-las com a essência da nossa fé. Isso nos fará menos sensíveis às variações do mundo e mais às riquezas da nossa fé, uma só fé!

O sal

by março 26, 2018

"Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, com o que se há de temperar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. " Mt 5.13

    Conversando com um grande amigo me chamou atenção a seguinte pergunta que ele me fez: Sabes como saber que o sal perdeu o seu valor? Ele não perde a sua cor, não perde a sua consistência, não perde a sua forma a não ser o seu sabor (sua característica básica). Para que serve o sal? A resposta é simples para dar sabor aos alimentos, para conservar a carne em boas condições para uso. Mas o que acontece quando o sal perde o seu sabor? Como sabermos quando ele não presta? Quando ele perde o seu sabor e a sua função de salgar? Apenas provando dele sabemos que ele não serve mais para nada.
      Jesus comparou a igreja com o sal (Mt 5.13), assim, nos deixou a nossa importância nesta terra fomos criados para ser o diferencial ser o que o mundo não tem, o sabor que fora perdido lá no Éden com a queda do homem. A nossa sociedade caminha em passos largas para uma segunda depravação total de atos pecaminosos. Ao lermos os noticiários e acompanhando em nossas redes sociais e comum termos notícias de desgraças e mortes cada uma pior do que a outra. Jesus disse: "E quando vier o filho do Homem encontrará fé na terra? (Lc 18.8). Essa é a pergunta que mexe nos corações daqueles que amam a Deus verdadeiramente. Somos poucos dentro de um mundo corrupto e perdido, onde nossas ações para salgar incomoda a todas as classes. O mundo perdeu o seu sabor, a sociedade prefere as suas condições de miséria do que ouvir o que o sal tem para ela.
      O sal (igreja) está perdendo o sabor  cada dia que passa estamos, mais preocupados com a nossa vida social e o nosso status quo dentro do convívio da igreja que cumprir a nossa missão. O sal está perecendo aos poucos o sabor está se perdendo não é por falta de quantidade de sal (pessoas), mas, pela qualidade que ele está tendo.
      Mas, voltemos a pergunta original. "Como conhecer que o sal perde a sua função?"1 - Deixamos de ser sal. Quando a missão não é cumprida, quando passamos a ser um clube social, quando perdemos a santidade, quando perdemos o amor pelas pessoas perdidas e não levamos a palavra de Deus aos moribundos. 2 - Deixamos de ser sal. Quando queremos sempre os cargos mas, não queremos pagar o preço ou fazer aquilo que o cargo nos exige que façamos. Somos levados a ser a diferença, mas deixamos de ser sal quando agimos da mesma forma ou pior que o mundo. 3 - Perdemos a nossa função de sal. Quando deixamos de ter o nosso caráter espiritual a viver de forma santa e irrepreensível. Estamos em tempo de apostasia espiritual muito grande, talvez, nunca ouve na história da igreja uma tamanha onda de apóstatas que vem prejudicando a muitos irmãos na fé.
      Ora voltemos ao evangelho simples e puro a um amor não fingido. João em sua carta de Apocalipse nos deixa claro: "Lembra-te de onde caistes...". Onde nós caímos? Onde nós erramos? Onde a nossa geração falho com Deus? Voltemos ao evangelho, pratiquemos aquilo que Cristo deixou para nós cumprirmos e realizarmos nessa terra.

Participação de Johnata Gabriel.

Shalom Lekulam.

Arrependei-vos e crede no Evangelho

by março 02, 2018
É com muita alegria e satisfação no meu coração que hoje posto uma publicação de um dos maiores líderes evangélicos do Brasil. O querido e saudoso Pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos

"E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.". Marcos 1.15

Arrependimento, eis a mensagem mais antiga de Deus ao homem. Fé, eis a maior base de esperança e o maior poder aquisitivo, invisível, de que o homem pode lançar mãos em seu favor a qualquer hora e em todo tempo.
O arrependimento foi a mensagem dos profetas a Israel, desde Moisés a João Batista.
Entretanto, a fé é algo estranho à vida espiritual do povo durante a disposição da lei.
Em tal dispensação a ordem não era fé e sim as obras - «faz isto e viverás» - e nisto vai grande diferença entre as dispensações da lei e da graça!
Jesus, a luz da dispensação da graça, ao vir ao mundo, ensinou aos homens a vontade de Deus; não fez qualquer alusão à necessidade de Seus seguidores submeterem-se a observância da lei, pelo contrário, declarou-lhes que a veio cumprir em lugar deles (Mateus 5.17, 18).
Diante disto, ao iniciar a sua pregação, não teve que se preocupar com Moisés, nem os mandamentos da lei, nem com quaisquer leis, mas simplesmente começou por estatuir: «Arrependei-vos e crede no evangelho» (Marcos 1.15).
Que é o evangelho? Não é o estrondo de trovões e o fuzilar de relâmpagos do Sinai (Hebreus 12.18-21), não é a maldição fulminantes sobre aquele que não cumpriu suas prescrições (Deuteronômio 27.26). Graças a Deus que o Evangelho não é estas coisas tétricas!
Evangelho é a boa nova da parte de Deus ao homem de que há perdão para todo o que crê (Atos 10.43), é a boa nova de que há salvação gratuita para todo o que crê (Atos 16.30, 31), é a boa nova de que há o céu e toda a sua eterna glória, e eterna felicidade para todo o que crê (Colossenses 1.3-8; Apocalipse 21.1-7).
Sim, sem fé é impossível agradar a Deus» (Hebreus 11.6), mesmo que nos submetamos a qualquer lei ou a todas as leis! Mas, «agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, corroborada pelo testemunho da própria lei e dos profetas, a saber, a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que crêem (Romanos 3.21,22)

*Publicado originalmente no Mensageiro da Paz no ano de 1965. - Casa Publicadora da Assembléia de Deus. 
Em breve mais novidades do querido, amado e saudoso
Pastor Alcebíades Vasconcelos.

Estou vivo

by fevereiro 23, 2018
"E o que vive; fui morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno". (Ap 1.18)
   Conforme o costume da época, ao cair uma cidade sitiada, o vencedor recebia as chaves, emblema da sua autoridade e poderio sobre a mesma. A Jesus Cristo foram entregues as chaves da morte e do Hades, emblema da vitória sobre esses dois inimigos vencidos. Brevemente, vem o tempo em que, à ordem de sua boca, sairão todos os mortos que estão nos sepulcros, "os que fizeram o bem para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29; Rm 14.9). A morte exerce horrenda soberania, trancando e segurando irresistivelmente as míriades de seres humanos que têm caído sob a sua regência. A superfície de toda a terra está contaminada por seu domínio; espalhados sobre todas as planícies, nos altos de todos os montes e no fundo de todos os mares, se encontram os ossos de suas vítimas. Foi para aí que Cristo desceu, mas não ficou como os demais que morreram, porque venceu o dono, destrancou a porta e saiu (ALELUIA). Mesmo antes da sua morte, o Filho de Deus havia destrancado a porta e tirado a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, e Lázaro, o irmão de Maria e Marta. Não existe poder que Ele não possa vencer para libertar um filho de Deus, nem inferno tão profundo que não possa trancar os inimigos de Deus.

A certeza da salvação

by fevereiro 23, 2018




Como é que os cristãos podem ter certeza de que Cristo realmente os salvou e de que eles estão andando em comunhão diária com Ele? João propõe uma lista de perguntas para ajudar-nos a determinar tanto a nossa filiação como o nosso grau de comunhão [com Cristo].
A. Eu conduzo minha vida aqui na terra com o arrebatamento em vista? (1 Jo 3.3).
B. Eu vivo continuamente no pecado?  (1 Jo 3.6,9; 5.18).
  Esses versículos não ensinam a perfeição impecável. Os verbos gregos estão todos no presente, referindo-se à prática constante do pecado. Portanto, embora os cristãos não sejam impecáveis, João afirma que eles deveriam pecar menos.
C. Eu odeio meu irmão espiritual (1 Jo 4.20).
D. Eu desejo ajudar o meu irmão? (1 Jo 3.17).
E. Eu realmente amo o meu irmão?  (1 Jo 4.7,21). Aqui, João está referindo-se ao amor verdadeiro! O amor bíblico pode ser definido como "uma preocupação Altruísta pelo bem-estar do outro".
F. Eu realmente amo a Deus?  (1 Jo 5.2).
G. Eu vivo em concordância com os demais servos de Deus? (1 Jo 4.6).
H. Eu sou constantemente atormentado pelo medo?  (1 Jo 4.18).
I. Eu sou capaz de vencer o mundo?  (1 Jo 5.4).
J. Eu consigo reconhecer as falsas doutrinas quando elas surgem diante de mim ? (1 Jo 4.1-3).
K. Eu creio na divindade de Cristo? (1 Jo 4.15; 5.1).
L. Eu creio na obra de Cristo? (1 Jo 5.13,20).
 Esse, portanto, é o teste de 12 perguntas proposto por João. Se alguém não passar no teste, duas conclusões são possíveis:
 1. Eu não sou filho de Deus.
 2. Eu preciso ler mais a palavra, orar mais e crescer mais na graça, servindo ao Mestre.

Os três gigantes de Calebe

by fevereiro 23, 2018
E deram Hebrom a Calebe por herança, como Moisés o dissera, e dali expeliu os três gigantes de Anaque.

Uma dos personagens interessantes que vejo dentro do velho testamento e a figura de Calebe. Pouco sabemos a seu respeito, mas, ele tem uma grande importância dentro da história, a primeira vez que vemos o seu nome é em Nm 14 na missão dos doze espias a terra prometida. Cabele estava entre os doze viu que era bom a terra é que Deus realmente estava cumprindo a palavra dele para com o seu povo, mas, a volta ao arraial não seria muito agradável para Calebe e Josué.


1 - O gigante da incredulidade do povo

As palavras que os espias falariam ao povo determinariam o seu destino. Na fronteira de entrar na terra a grande decepção de Calebe dez dos doze que foram espiar a terra falam mal  daquele terra que eles olharam. Ele pode ter ficado impressionado com a ação de seus compatriotas que viram apenas a dificuldade e não viram o que presenciou naqueles dias. O fruto da terra, o cachorro de uva que dois homens carregavam, não era o suficiente para eles olharem para esse fato é querer entrar na terra e conquista-la? Apenas viram as dificuldades que a terra lhes davam. Cidades fortes, homens grandes os filhos de Anaque, que tomavam conta da terra e se sentiram inferiores aos moradores da terra.
Era de se esperar que um grupo de escravos jamais seriam capazes de derrotar grandes exércitos e as suas fortalezas muradas e quase impenetráveis. Eles esqueceram apenas de um pequeno fato, os milagres e os sinais que presenciaram no Egito e durante a sua pequena estadia no deserto.

2 - O gigante do tempo

Fico imaginando a reação de Calebe no meio dos primeiros motivos de incapacidade do povo ao conquistar a terra. Vamos, conquistar a terra se os gigantes lhe atrapalham eu os derrotarei daí-me aquela terra em possessão e eu destruo eles para vocês. Vamos e tomemos posse aquela terra e nossa. O nosso Deus nos deu ela aos nossos pais e temos que conquista-la. Nem os melhores oradores da atualidade e do passado dariam aquele povo mudar de idéia, pois, o medo já estava dentro de seus corações incrédulos.
O principal pecado daquela geração era a incredulidade, mesmo vendo Deus agir com todo o seu poder durante um ano na planície do Sinai, todas as suas necessidades eram providas por Deus. Não tinha outra solução a não ser condena-los  a vagarem pelo deserto até aprenderem a confiar em Deus. Uma geração que presenciou os milagres na terra morreram exceto Josué e Calebe que iriam entrar e conquistar por serem crédulos no seu Deus.
O longo dos quarenta anos imagino a mistura de revolta e de ansiedade que Calebe possa ter vivido por estar perto de sua possessão e ao mesmo tempo longe.

3 - O gigante da conquista da terra.

Relatos de trinta e oito anos são desapercebidos dentro das escrituras e só vemos novamente a figura de Calebe no livro de Js 14.6 pedindo a sua herança de Josué. Agora com 85 anos de idade com o mesmo vigor que fora espiar a terra ele ali estava firme e crente na promessa que a terra dos gigantes seria dele. O que fazer já com essa idade ? Já enfrentara três grande gigantes em sua vida e os filhos de Anaque a sua frente impedindo que o seu direito a posse fosse concreta. Nada.impediu e desanimou Calebe de avançar e conquistar, sempre soube das dificuldades que iriam surgir a sua frente mesmo que tivesse que oferecer a sua filha em casamento a quem derrota-se os seus inimigos ele teria a sua herança na terra prometida.

Conclusão

A fé de Calebe em Deus o fez conquistar e ter a sua possessão o que era realmente de direito de seus pais. Hebrom a única terra realmente comprada por Abraão no meio dos filhos de Hete (Gn 23). A terra de seu pai foi sua mesmo que por sorte lançada Hebrom se tornaram uma cidade refúgio e depois dada ao levitas como possessão. Todos os campos a maior parte do vale de Hebrom foi dada como sua herança.
Confiemos em Deus, pois, mesmo que muitos digam que não é possível conquistar a terra ou que a sua promessa seja uma ilusão. Assim como Calebe confiou e viu o agir de Deus em suas promessas Ele mesmo fará nos dias de hoje.

Shalom Lekulam (Paz para todos).

Nada me faltará?

by fevereiro 17, 2018

Essa e uma pergunta interessante para nos cristãos será que realmente nada nos falta? Será que o temos nos satisfaz o nosso desejo e o nosso anseio por querer o bem-estar? E com essas duas perguntas principais que me levou a meditar no versículo-chave que usarei nesse estudo.


“O Senhor é o meu pastor nada me faltará” Sl 23.1


         Passagem conhecida de todos os evangélicos, católicos, ateus enfim por todos os seres humanos na terra. Mas, realmente temos sentido falta de alguma coisa? Ou nada nos falta? O crente vive passando necessidades em sua vida, sempre precisando de algo para suprir e atender as suas necessidades básicas. Comida, água, casa, dinheiro, saúde e outras coisas. Estamos no limite de nossas vidas ate as pessoas que são ricas sentem falta de algo. Mas o que o rei David quis nos dizer com isso? Será que ele nunca passou por necessidade para poder escrever isso? Mas antes vamos analisar a vida de alguns homens importantes.

1 – Abraão, o pai da fé.

               Começarei logo pelo patriarca de David. Abraão tinha a promessa de ser uma grande nação e ser rico e prospero na terra. Deus o chamou com setenta e cinco anos de idade e pedindo para sair do meio de sua parentela e ir a uma terra que ele mostraria (Gn 12.1-7). Passou vinte e cinco anos esperando para nascer um filho que se cumpriria todos os desejos e vontade Deus. É um período muito longo de vida e ter muita fé para esperar todo esse tempo na promessa, claro que ele quis desistir no meio da jornada e voltar atrás para o meio de sua parentela. Mas, analisamos um pouco esses vinte e cinco anos que ele passou na terra de Canaã, Abraão passou por duas fomes graves na terra, armou todos os seus servos e foi à guerra com apenas 318 homens armados e saiu vitorioso, perdeu a esposa por duas vezes por medo de morrer pelos homens da terra de suas peregrinações. Apesar de todas essas coisas ele nunca desistiu de sua promessa e confiou em Deus que o supria de todas as suas necessidades diariamente.

2 – Jó, o rico pobre.

Assim como Abraão vemos a vida de Jó, alguns acreditam que eles tenham sidos contemporâneos e outros acreditam que não tenham sido. Apesar de todo o mistério temporal se ele existiu ou não Jó e uma prova grande de saber o que é ter um grande momento de aperreio. Logo no primeiro capítulo do livro que tem o seu nome (Jó 1.1-21) lemos a aposta feita entre Deus e o diabo o qual acusou Jó indignamente adorar a Deus por causa de seus bens, pois, Deus o abençoava em tudo que ele fazia. Jó assim como Abraão era um homem temente a Deus ao ponto que em Jó 1.1 vemos quatro características de sua vida. Ao perder tudo ele jamais se levantou indignamente para por a culpa em Deus, mas, ao contrário agradeceu a Deus por ter lhe dado tudo e ter lhe tirado aquilo que Ele tinha lhe dado. Ora quanto exemplo de fé e demonstração de confiança ao Senhor da parte de Jô que acreditava que ele não permaneceria nessa situação para sempre porque o seu Redentor iria livrá-lo da situação que ele se encontrava (Jó 19.25).


3 – O pastor do rei David

       Era por saber e acreditar no Redentor de Jó que Davi no meio do campo, segundo estudiosos composto este Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos...”. Mas, espera um momento? Davi como israelita conhecia a história de seu patriarca Abraão e sabia de todas as suas dificuldades na terra de Canaã e o que o seu povo passou no deserto. Se levarmos em conta outra linha teológica que acredita que Jó foi o primeiro livro do povo israelita podemos acreditar que ele também conhecia a história de Jó. E no meio do campo escreve NADA ME FALTARÁ? Podemos ver o que realmente David escreveu: “ADONAY ROIY LOH ECHSAR”, quatro palavras hebraicas que por muito tempo tem sido o guia de muitos crentes que deixam suas bíblias abertas em sua casa nesse salmo especificamente. Vamos a uma tradução livre das palavras do versículo.
ADONAY= No texto original esta o nome de Deus, o qual substitui por Adonay;
ROIY=. A palavra Roi está terminada com Yud. Logo é usado o pronome obliquo meu traduzindo assim para; Meu pastor
LOH= Não
ECHSAR= Vem do verbo “chasar” que significa faltar, ter necessidade, sentir falta de. A palavra está conjugada na primeira pessoa do futuro.
       Vamos traduzir o texto no seu original O senhor meu pastor não faltará. A colocação da palavra “nada” na tradução portuguesa faz com que perca o real sentido daquilo que David quis realmente escreve no texto. Pode faltar todas as coisas mais Jamais Deus faltaria em sua vida.

Conclusão

E baseado nessa esperança que Abraão não perdeu a fé, José recusou se deitar com a esposa de Potifar por saber que esse Deus supria suas necessidades, Moisés no deserto por acreditar no Senhor teve o seu rosto resplandecido e por acreditar que Deus era o seu Redentor Jó não sentiu falta de nada. De que você tem falta?


Shalom Lekulam (Paz para todos)



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